Prisão preventiva: quando ela pode ser decretada e como funciona?

Uma prisão preventiva pode gerar grande preocupação para investigados, familiares e pessoas que respondem a um processo criminal, principalmente quando a medida é determinada antes de uma condenação.

A prisão preventiva é uma medida cautelar que pode ser utilizada durante uma investigação criminal ou no curso de um processo, desde que estejam presentes os requisitos previstos na legislação.

Ela pode estar relacionada a diferentes tipos de investigação, incluindo crimes empresariais, crimes contra o patrimônio, tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outras infrações.

Diante de uma decisão que determina ou mantém uma prisão preventiva, é importante compreender os fundamentos utilizados pelo Judiciário e buscar orientação jurídica para avaliar as medidas cabíveis.

O que é uma prisão preventiva?

A prisão preventiva é uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal e pode ser determinada antes do encerramento definitivo de um processo criminal.

Ela não deve ser confundida com uma condenação. A prisão preventiva possui natureza cautelar e sua aplicação depende da presença dos requisitos estabelecidos pela legislação.

Por isso, uma pessoa presa preventivamente ainda não foi necessariamente condenada pelo crime investigado.

Quando ela pode ser decretada?

Quando estiverem presentes os requisitos legais e houver fundamentos que justifiquem a necessidade da medida.

Entre as situações previstas na legislação estão hipóteses relacionadas à garantia da ordem pública ou econômica, à conveniência da instrução criminal ou à necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, observados os demais requisitos legais.

A decisão judicial deve apresentar fundamentação relacionada às circunstâncias concretas do caso.

O que fazer quando ela é decretada?

É importante evitar qualquer tentativa de resistência ou de ocultação.

A defesa deve analisar a decisão judicial e verificar os fundamentos utilizados para justificar a medida.

É importante:

  • obter acesso à decisão que determinou a prisão;
  • verificar os fundamentos apresentados pelo Judiciário;
  • analisar os elementos existentes no processo;
  • verificar se estão presentes os requisitos legais;
  • avaliar a possibilidade de medidas cautelares diversas da prisão;
  • buscar orientação de um advogado criminalista;
  • analisar as medidas jurídicas cabíveis para questionar a prisão.

A atuação da defesa desde os primeiros momentos permite uma análise mais precisa da situação processual e das alternativas existentes.

Pode ser revogada?

Dependendo das circunstâncias do caso, pode ser revogada ou substituída por outra medida cautelar.

A necessidade da prisão deve ser analisada de acordo com os fundamentos existentes no processo e com a situação concreta da pessoa investigada ou processada.

Por isso, quando houver alteração nas circunstâncias ou quando forem identificados fundamentos jurídicos para questionar a medida, a defesa poderá avaliar as providências cabíveis.

Perguntas Frequentes


Prisão preventiva significa que a pessoa foi condenada?

Não. É uma medida cautelar e não equivale, por si só, a uma condenação criminal.

Quando pode ser decretada uma prisão preventiva?

Pode ser decretada quando estiverem presentes os requisitos previstos na legislação e houver fundamentos concretos que justifiquem a medida.

A prisão preventiva pode ser substituída por outra medida?

Dependendo das circunstâncias, podem ser analisadas medidas cautelares diversas da prisão, desde que sejam juridicamente cabíveis para o caso.

É possível pedir a revogação?

Sim. A defesa pode avaliar a possibilidade de requerer a revogação ou substituição da prisão, conforme os fundamentos existentes no processo e as circunstâncias concretas.

O advogado pode questionar uma prisão preventiva?

Sim. O advogado criminalista pode analisar a decisão judicial, os requisitos da prisão e as medidas jurídicas cabíveis para questionar ou buscar a substituição da prisão preventiva.